sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A cabana do Caboclo Folha Verde.

      Maria Rosa Bairos, começou a sua caminhada Espiritual,  ainda na infância quando conheceu Dona Ana, uma criatura muito humilde, porém com um coração enorme a qual trabalhava com uma Preta-Velha chamada "Vovó Maria Conga".
      Durante algum tempo, foi a cambona dessa Preta-Velha, varias vezes ia escondida ao Centro e até com o uniforme da Cruzada Eucarística, da Igreja Católica.
      Foi Vovó Maria Conga quem lhe disse, já naquela época, que ela iria encontrar um Terreiro onde daria continuidade à sua missão Espiritual.
      Passaram-se os anos,  e quando foi morar em Engenheiro Leal, conheceu Mãezinha (Cydéa) que tinha um Centro Espirita abeto neste local, onde passou a frequentar como assistente.
      Anos depois, Mãezinha precisando de um local maior para as atividades Espirituais,  comprou um terreno à Rua Padre Telêmaco  276 em Cascadura.
       No convívio com Mãezinha, Vovó Engrácia principalmente e todos da época, participou da construção da Cabana, passando então a fazer parte do corpo mediúnico.

       Ainda muito jovem foi desenvolvida pelo guia chefe Caboclo Cury onde as primeiras incorporações foram com o Caboclo Folha Verde e logo depois com Vovó Ana.
       Nesta época trabalhou muito com as suas Entidades, junto com outros Irmãos de Santo, auxiliando a Cabana da Vovó Engrácia.
       Participando também de todas as atividades sociais para o engrandecimento da Casa, festas juninas, festas da primavera e  almoços festivos, tudo em prol das obras sociais.
O envolvimento com a Cabana foi tornando-se tão grande que em todas as atividades lá estava Maria Rosa pronta para ajudar e assim foi aumentando o carinho e a afeição á Mãezinha, Tia Adecy, Tia Cynete e a tantos outros filhos da casa e então fez sua primeira Obrigação em 16-09-1968, recebendo o cargo de Iabá.
      Sua vida como Iabá foi gratificante segundo ela, porém tendo a missão de ser Zeladora, em 27 de Novembro deu sua Obrigação e recebeu o seu cargo de Cydéa Paulo de Carvalho.


       A partir daí, mesmo como Ialorixá continuou prestando sua caridade na Cabana da vovó Engrácia, até que por determinação de Pai Oxalá começou em um pequeno comodo na casa dos amigos Srº. Antônio  Lobo e Dona Maria, e lá teve como seus primeiros filhos de Santo Dijanira, Dona Irene, Marilda, Sebastião Rubens, Paulo Mário, Nelmar, Mariano, Giselda, Eliana e Conceição.
      Assim a família foi crescendo e veio a necessariedade de um lugar maior, e com a ajuda de seus filhos encontraram um terreno em Magalhães  Bastos quando realizou o que tanto Vovó Ana pedia.
       E na Fé de Pai Oxalá e de todos os Orixás que em 13 de Maio de 1976, foi Inaugurada a Cabana do Caboclo Folha Verde e Vovó Ana, Localizada à Rua "F" quadra 13 lote 2, em Magalhães Bastos, Rio de Janeiro, onde esta até hoje.

      Por estar localizada em uma comunidade carente, passou a fazer um atendimento Social.
      Em 13 de Junho de 1980, inaugurou a Capela de Santo Antônio que foi benta pelo Padre Ulisses Martins e a partir daí passou a assistir as famílias carentes com a distribuição de cestas básicas, que são entregues mensalmente com a colaboração dos filhos e assistentes da casa.



A Fundação



Sentimos que era o momento de abraçar um projeto social onde pudéssemos proporcionar à
comunidade uma oportunidade de qualificação profissional, promovendo o resgate da dignidade e da 
cidadania dessas pessoas. Por este motivo, um grupo de colaboradores da Cabana 
instituiu a FUNDAÇÃO CASA DA JOANINHA, com os seguintes objetivos gerais:

trabalhar sempre a auto-estima do irmão carente;

dar aos elementos da nossa Comunidade que, na maioria são carentes, oportunidade de crescimento social;
oferecer aos jovens e adultos oportunidade de despertar seus talentos e habilidades manuais.
fazer face às despesas iniciais da CASA;
Magalhães Bastos, próximo a Cabana;
devidamente credenciados.
Viabilidade da Casa, solicitando a aprovação da mesma.
tais como: sofá cama, móveis de cozinha, freezer, geladeira, estantes e prateleiras.
em uma primeira etapa, já estão funcionando:
salgados, artesanato...);

oficinas foi cotizado entre os colaboradores do mesmo.



 resgatar os sentimentos de solidariedade e respeito ao próximo;
Para tornar viável, econômica e financeiramente, o funcionamento da FUNDAÇÃO, foram adotadas as seguintes medidas:
1) Implantação de uma rede de colaboradores, através de contribuições mensais fixas, a fim de 
2) Aluguel de 2 (dois) imóveis, duas casas germinadas, cito a rua Professor Carvalho e Melo, nº 243 e aptº 201, 
3) Cadastramento dos profissionais já disponíveis, para as mais diversas atribuições dentro das atividades da CASA, 
4) Apresentação a Provedoria de Fundações da Ata de Instituição, Estatuto da Fundação, bem como do Estudo de 
Recebemos, por doação, móveis e utensílios usados, necessários para o funcionamento da Instituição, 
Com a grande demanda da comunidade, que vislumbrou e reconheceu a oportunidade que está sendo oferecida, 
· oficinas de alfabetização para adultos;
· curso de arte em serviço (preparação para o mercado de empregadas domésticas, produção de doces, 
· curso de corte e costura e
· reforço escolar para crianças da comunidade.

Vale ressaltar, que o custo inicial do projeto, incluindo-se o material necessário para o funcionamento das 

Apesar do pouco tempo da atividade desenvolvida pela Casa da Joaninha já estamos operando com fila de espera. Dada a relevância deste Projeto e por reconhecermos que, sozinhos, nossos recursos, tanto humano como financeiro, são escassos, estamos buscando parcerias, que nos assegurarão uma maior garantia da continuidade da FUNDAÇÃO.


Telefones: (21) 2419-8228 . (21)3465-5133 - E-mail: contato@casadajoaninha.org